A droga corria feroz pelo meu organismo, pulsando em minhas veias como fogo líquido, me deixando em um estado onde nada mais importava além do desejo bruto e da necessidade de aliviar essa porra de tensão que insistia em me consumir. Minha mente oscilava entre o prazer químico e a maldita lembrança daqueles lábios suaves, inexperientes, perigosos. Feiticeira desgraçada, praga enviada direto do inferno para me desestabilizar. Eu precisava esquecer, apagar qualquer vestígio daquela sensação que a