32. A raiva me consome
Emir Aksoy
A noite estava quente e silenciosa. O tiro no Senador, o casamento com uma estrangeira, o conselho me pressionando... Parecia que o mundo inteiro estava contra mim. E para piorar, havia aqueles presentes misteriosos que eu tinha recebido. Não podia deixar de sentir um calafrio correndo pela minha espinha.
Deixei Valentina, no quarto. Ela não era a garota quieta e obediente que eu pensava que fosse. Ela tinha um espírito selvagem, uma chama que não podia ser contida. Isso me irritava