Maya
Estávamos sentadas de frente umas para as outras, em silêncio.
O quarto parecia menor do que antes. Ou talvez fosse a sensação de que algo tinha mudado e não cabia mais ali dentro.
Nari foi a primeira a falar.
“Eu devia ter ficado quieta.” A voz saiu baixa, culpada. “Mas eu juro que achei que fosse o meu pai. Como eu ia saber que eles conheciam o Supremo daqui?”
Lina cruzou os braços, andando de um lado para o outro.
“Do mesmo jeito que a gente escondeu coisas, eles também esconderam.” Par