Siena Dal
A fazenda, antes minha prisão dourada, transformou-se em um quartel-general de casamento. Minha mãe e minhas irmãs, Bia (a trigêmea do Rio) e Laura (a gêmea do café), mergulharam no planejamento com uma energia que era ao mesmo tempo impressionante e aterrorizante. A desculpa oficial – a festa de 80 anos do meu avô – era a cortina de fumaça perfeita para a movimentação de fornecedores e preparativos.
O primeiro grande obstáculo surgiu onde eu menos esperava: a escolha dos padrinhos.
—É simples—, eu disse, reunida com minhas irmãs e minha mãe na varanda. —Meus padrinhos e madrinhas serão meus irmãos e Lorenzo.
Minha mãe parou de anotar em seu caderno. —*Tesoro*, você tem seis irmãos. Mais o Lorenzo. São sete pessoas. Um casamento não é um time de futebol.
—Eu tenho três irmãos e três irmãs. E um primo que é como um irmão. Daniel, Bia, Clara, Lucas, Laura, Luna e Lorenzo. Ninguém fica de fora. É a minha guarda de honra. É inegociável—, declarei. A imagem de todos eles no altar