86. DIAS DIFÍCEIS
PAOLA BACKER
Sentadas ali, não dissemos nada por vários minutos. Apenas sentia o calor humano de seus corpos.
Depois de um tempo, tentei levantar. Porém, quando o gás de adrenalina havia passado, as dores apareceram insuportáveis. Sem querer, acabei soltando um gemido abafado.
Pressionei a mão no pé da barriga para aliviar a latência.
— Está tudo bem?
— Sim. — Menti descaradamente.
Ela não acreditou, claro, mas preferiu não fazer mais perguntas, eu agradeci por isso.
— Segure