Entrei no portão, sem olhar para trás. Assim que abri a porta de casa, deparei-me com meu pai, escorado, de braços cruzados, me esperado. O semblante dele era de deboche misturado com raiva. No entanto as palavras foram ofensivas e de desdém:
- Nunca imaginei ter uma filha vagabunda.
- Pai, eu não sou vagabunda.
- Quase duas horas, chegar com um homem... É uma vagabunda!
- Vim de carona. Era só um amigo.
- Toda vagabunda diz isto.
Respirei fundo:
- Posso dormir?
- Com quantos homens você já dor