Acomodada no Jaguar preto de Lucky, a cada quilômetro me aproximando do destino final, sinto que estou indo em direção a uma sentença mortal. Me remexo no assento e verifico minhas unhas - recém-feitas num rosa pálido -, mordiscando-as. O cinto de segurança aperta meu peito como uma serpente, e me debato entre arrancá-lo e me jogar do carro em movimento ou engolir o grito que queima minha alma.
Tinha de ter dito não. Não só à carona e presença de Lucky, mas ao convite impositivo da minha mãe, à