Olhei fixamente nos olhos cinzentos de Julian, sentindo a intensidade do seu toque no meu pulso. A pergunta dele continuava flutuando entre nós no hall de entrada, pesada e carregada de uma curiosidade legítima. Minha boca se abriu, mas as palavras sobre o meu passado travaram na garganta ao ouvir o eco de passos distantes vindos da sala de reuniões. O tempo havia acabado. O conselho já estava esperando.
— Eu conto para você — respondi num sussurro apressado, cobrindo a mão dele com a minha.