— Ai, porra — sibilei.
— Shhh! — ela levou o dedo aos lábios, com os olhos selvagens.
— Milena? Vou abrir a porta, tá?
— Não! — Milena gritou, pulando da cama num movimento só. — Não abre, mãe! Estou pelada!
Peguei minha calça do chão e tentei vestir correndo, mas Milena me empurrou de novo.
— Debaixo da cama! Agora!
— O quê?
— DEBAIXO DA CAMA, NICOLAS!
Ela me empurrou com tanta força que eu perdi o equilíbrio de novo.
Caí de joelhos no chão, nu, com a calça enrolada numa perna só, e me arras