O café da manhã tinha um ritmo diferente quando Camila estava ali.
Não era silêncio — porque Vicente nunca permitia isso —, mas uma cadência suave, quase doméstica demais para alguém como eu, que sempre tratou refeições como compromissos funcionais. O sol atravessava as janelas altas da sala, espalhando uma luz quente sobre a mesa ampla, refletindo no porcelanato claro e criando aquela sensação enganosa de normalidade.
Vicente estava no meu colo, atento a tudo, como se estivesse tentando entend