A uma hora da tarde, o décimo segundo andar começou a se esvaziar do jeito que se esvaziam os andares de escritório na hora do almoço — não de repente, mas em ondas, uma pessoa aqui, outra ali, até que o silêncio de sempre ficasse ainda mais silencioso.
Luiz apareceu na recepção com o paletó já vestido e as chaves do carro na mão, parando diante da mesa de Serena com aquele ar de quem tinha algo importante para contar, mas que precisava ser contado em outro lugar.
— Vamos almoçar? Tenho uma coi