ELISE
A tarde na Vértice parecia ter uma eletricidade diferente. Estava sentada na minha nova cadeira, me dando o prazer de finalmente deixar de ser uma ninguém naquele estúdio.
Quando a porta foi aberta sem bater.
Paola entrou, carregando os portfólios como se estivessem infectados. Ela jogou os arquivos sobre a minha mesa com um baque seco, o rosto retorcido em um misto de ódio e descrença.
— Aqui está o que você pediu.
ela disse, a voz pingando veneno.
O jeito que ela fez, fico