ELISE
O dia da minha folga começou com o som irritante de flashes imaginários. Esther não parava.
Ela tinha espalhado vestidos pela sala toda e passava o tempo todo diante do espelho, ensaiando poses, torcendo o corpo e me bombardeando com perguntas que eu já não aguentava mais responder.
— Elise, se eu inclinar o rosto assim, valoriza a mandíbula? O Nikos gosta de ângulos mais marcados, não gosta?
ela perguntava, ajeitando o cabelo pela milésima vez.
Eu estava tentando limpar a cozinha