(POV Liah)
Três da manhã e o celular vibra na mesinha ao lado da cama, um número que eu não reconheço, sem nome salvo, sem contexto nenhum.
Atendo com a voz ainda enrolada de sono. O quarto tá escuro, só a luz residual do carregador do celular iluminando um quadrado pequeno na mesinha, e por um segundo, antes de atender de verdade, penso em ignorar — número desconhecido de madrugada raramente é coisa boa.
— Alô?
— Liah Mendes?
— Sim. Quem fala?
— Aqui é o sargento Rocha, da Polícia Militar. A s