SARAH
A floresta estava quieta naquela manhã. O tipo de silêncio que não era ausência de som, mas sim presença de algo mais profundo — um tipo de respeito, talvez. A terra ainda guardava as cicatrizes da batalha, mas a vida insistia em brotar entre os escombros.
Caminhei por entre as árvores, meus pés descalços tocando o chão úmido. Não tinha pressa. Fazia meses desde que tudo aconteceu — desde que eu me transformei pela primeira vez, desde que Luiz fugiu sangrando, desde que eu decidi não matá