SOFIA
A porta do quarto fechou-se com um clique suave, selando-me em um silêncio que, até poucos minutos atrás, eu acreditava ser o meu refúgio definitivo. Agora, porém, o silêncio era uma emboscada. Apoiei as costas na madeira sólida da porta e deslizei até o chão, sentindo o tapete felpudo sob as minhas mãos. Meus dedos ainda formigavam pelo contato com os álbuns de fotos que eu acabara de entregar a Damien. Aqueles livros, que contavam a história de um amor que eu acreditava ter sido enterr