— Sebastian, por favor... me escute... — a voz da minha mãe ecoa do outro lado da linha internacional, carregada de uma surpresa gélida que corta o silêncio da noite curitibana como uma lâmina afiada.
— Eu estou ouvindo, mãe — respondo, mantendo a postura firme, embora sinta o meu coração palpitar descompassado contra as costelas, sabendo perfeitamente o tamanho do abismo que acabei de abrir entre nós.
— Você tem noção da gravidade do que está me dizendo? — ela continua, o tom de voz subindo