Arturo
A madrugada está fria e silenciosa. A casa, envolta em sombras, parece mais viva do que nunca. É como se as paredes sussurrassem histórias antigas, lembranças que nunca conseguimos apagar. Tento dormir, mas é impossível. Algo em mim não me deixa em paz.
Levanto-me da cama com um suspiro pesado, calçando meus chinelos e passando a mão pelos cabelos grisalhos. Não sei exatamente o que estou fazendo, mas meus pés me levam automaticamente até o quarto da garota. A insolente.
Paro na porta, h