Era uma droga pensar, lembrar de algo e não conseguir. Sentia-me sufocada, como se minha mente tivesse apagado os últimos meses. Coisas importantes da minha vida, que eu precisava desesperadamente recuperar. E, finalmente, eu havia saído da casa da minha tia. Casa não, palácio. Ou melhor dizendo, masmorra. Claro que algo mais moderno, revestido de mármore, vidro e ouro. Entretanto, o significado era o mesmo. Uma prisão. Uma prisão bonita, luxuosa. Guardas 24 horas ao redor de mim, como sombras