Eu não sabia por que o medo me consumia se, no fundo, sabia que tudo não passava de mentiras. Mas, pelo visto, eu era a culpada da história. Não que eu quisesse. Enquanto caminhava atrás da rainha-mãe, que mantinha uma postura rígida, quase teatral em sua indignação, respirei fundo, tentando conter o turbilhão que crescia dentro de mim. Eu não seria acusada de algo tão absurdo e me calaria. Não. Minha tia me criou para ser forte, e forte eu seria.
Ergui os ombros, ajustei a postura e ergui o q