Samanta
O mundo parecia passar lentamente enquanto eu atravessava as portas da empresa, os fones de ouvido subidos no volume máximo, mergulhada em uma melodia melancólica. O céu, ainda claro, escondia a verdadeira hora. Manhattan e Nova York, com suas luzes e sons, não pareciam dispostas a descansar tão cedo. E, sinceramente, nem eu.
Não queria voltar para casa. Não queria encarar o silêncio das paredes do meu apartamento, a solidão que sempre me esperava lá. Passei pela porta giratória e dei