Elena Sokolova
Abro os olhos e não estou sozinha no quarto. Milkail está ajeitando o cobertor sobre mim.
— Oi — ele diz ao perceber que meus olhos estão abertos. Um sorriso pequeno está em seu rosto.
— Oi — murmuro, a garganta seca, porém não está mais dolorida.
Retiraram o soro e o cateter com o oxigênio na noite anterior. Parece que meu quadro está progredindo bem.
— Como está se sentindo? — pergunta, segurando levemente a minha mão.
Sua voz é suave, quase contraditória com o homem grande e m