A secretaria que o CEO não conseguiu resistir
A secretaria que o CEO não conseguiu resistir
Por: Luísa Faruk Gerente
Uma ligação inesperada

Narrado por Elena

O som irritante do despertador do meu celular me arrancou do sono.

Suspirei profundamente antes de abrir os olhos. Meu corpo ainda estava cansado, mas eu não tinha o luxo de continuar dormindo.

Levantei-me da cama, tomei um banho rápido e vesti uma roupa simples. Depois disso, caminhei silenciosamente até o quarto da minha filha.

Empurrei a porta devagar.

A cena que encontrei fez um sorriso escapar dos meus lábios.

Minha pequena Sofia estava acordada… completamente descabelada, com um dos pezinhos dentro da boca.

Ri baixinho.

— Bom dia, princesa — falei, aproximando-me do berço e pegando-a no colo.

Sofia abriu um sorriso enorme, daqueles que fazem qualquer problema parecer pequeno.

— Dormiu bem, meu amor?

Ela respondeu com um balbucio e um sorriso ainda maior.

Meu coração se derreteu.

Ser mãe solteira não era fácil. Na verdade, era a coisa mais difícil que eu já tinha feito na vida. Mas também era a única razão pela qual eu continuava lutando todos os dias.

Fui até a cozinha com Sofia no colo.

Preparei a mamadeira dela e fiz meu café simples. Depois que terminamos, troquei sua fralda e fiquei esperando Carla chegar.

Carla era minha vizinha e também a babá de Sofia quando eu precisava sair para entregar currículos.

Sim.

Mais um dia procurando emprego.

Mais um dia ouvindo promessas vazias.

Quando Carla finalmente chegou, expliquei rapidamente a rotina da minha filha.

— Ela já tomou a mamadeira — falei. — E provavelmente vai querer dormir daqui a pouco.

— Pode deixar comigo — respondeu Carla com um sorriso gentil.

Beijei a bochecha de Sofia antes de sair.

— Mamãe já volta, meu amor.

Ela me olhou com aqueles olhinhos inocentes que sempre me davam força.

E então comecei mais um dia cansativo pela cidade.

[...]

Quando finalmente cheguei ao prédio onde morava, meu corpo parecia ter sido atropelado por um caminhão.

Peguei o celular.

19:00.

Passei o dia inteiro andando pela cidade, entrando em empresas, distribuindo currículos e recebendo sempre a mesma resposta.

"Entraremos em contato."

Suspirei.

Vamos ser sinceros.

Todos sabem que isso normalmente significa não.

Por um momento senti aquela tristeza apertar meu peito.

Mas então balancei a cabeça.

Eu não podia entrar em casa assim.

Minha filha não merecia ver minha dor.

Respirei fundo, ajeitei a postura e forcei um sorriso antes do elevador parar no meu andar.

Assim que entrei no apartamento, vi Carla sentada no sofá assistindo televisão.

Nesse horário Sofia costumava tirar seu último cochilo do dia.

— Como foi hoje? — perguntou Carla.

Soltei um pequeno suspiro antes de me jogar no sofá.

— Igual aos outros dias. Todas as empresas dizem que vão entrar em contato.

Olhei para ela e dei um pequeno sorriso cansado.

— Mas vamos falar de coisa boa. Você almoçou? E a Sofia, se comportou?

Carla riu.

— Almocei sim. E sua filha é um anjo. Mal deu trabalho.

Meu coração se encheu de orgulho.

Sofia era realmente um anjo.

Se hoje eu ainda estava viva… era por causa dela.

Pouco tempo depois Carla se despediu e foi embora.

Como Sofia só acordaria por volta das oito da noite, aproveitei aquele tempo para tomar banho e preparar o jantar.

A água quente do chuveiro ajudou a aliviar um pouco o cansaço acumulado do dia.

Depois coloquei um pijama confortável e fui para a cozinha.

Mal comecei a preparar o jantar quando a babá eletrônica começou a emitir um pequeno som.

Sorri.

Minha pequena tinha acordado.

Fui até o quarto dela.

Assim que Sofia me viu, levantou os bracinhos na minha direção.

— Oi, meu amor — falei com aquela voz suave que só usamos com bebês.

Peguei-a no colo e ela imediatamente encostou a cabeça no meu ombro.

Terminei o jantar enquanto ela tomava sua mamadeira no meu colo.

Depois a fiz arrotar e ficamos brincando na sala.

Essa era, sem dúvida, minha parte favorita do dia.

Momentos simples.

Mas que significavam tudo para mim.

[...]

Já passava das 21:40 quando finalmente consegui colocar Sofia para dormir.

Eu estava prestes a me deitar também quando meu celular começou a tocar.

Corri rapidamente para atender antes que o barulho acordasse minha filha.

— Alô?

Uma voz feminina respondeu do outro lado da linha.

— Boa noite. Estou falando com Elena Carter?

— Sim… sou eu.

Meu coração começou a bater mais rápido.

Normalmente, ligações naquele horário só significavam duas coisas.

Cobrança.

Ou cobrança.

— Desculpe ligar tão tarde — disse a mulher. — Meu nome é Melissa. Estou ligando da empresa Miller Group.

Franzi a testa.

Empresa?

— Recebemos seu currículo e gostaríamos de informar que abriu uma vaga para assistente. Seu perfil chamou bastante nossa atenção.

Por um segundo fiquei em silêncio.

Meu cérebro demorou para processar.

— Você ainda tem interesse na vaga?

Meu coração disparou.

— Claro! — respondi rapidamente, tentando controlar a animação.

— Perfeito. Então gostaria de convidá-la para uma entrevista amanhã às 09:00.

Levei a mão à boca.

— Amanhã?

— Sim. Vou enviar por e-mail algumas regras exigidas pelo dono da empresa para os funcionários.

— Sem problema nenhum — respondi.

— Ótimo. Estarei esperando você na recepção.

— Obrigada… muito obrigada.

— Até amanhã, Elena.

— Até amanhã.

Assim que desliguei o telefone, fiquei alguns segundos parada.

Então comecei a pular e dançar silenciosamente no meio do quarto.

Finalmente.

Uma oportunidade.

Respirei fundo para me acalmar e liguei para Carla.

— Carla, você pode vir amanhã um pouco mais cedo?

Depois disso fui até o quarto de Sofia.

Beijei sua pequena testa enquanto ela dormia tranquilamente.

— Mamãe vai conseguir esse emprego — sussurrei.

Voltei para o meu quarto, ainda com o coração cheio de esperança.

Deitei-me na cama, agradeci a Deus em silêncio e fechei os olhos.

Sem saber…

Que aquela entrevista mudaria completamente a minha vida.

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