EDWARD PORTMAN
A mão dela tremia.
Não muito. Apenas o suficiente para que eu sentisse aquela vibração minúscula que percorria os dedos dela apoiados no meu antebraço, e a resistência quase impercetível nos passos que ela forçava a dar ao meu lado. O salão estava cheio e barulhento, sim, mas nem eu e nem alguém que a conhecesse precisava minimamente de silêncio e muita atenção para perceber o desconforto de Milena.
Eu só conseguia pensar na ruína que seria quando ela se deparasse com o nosso maio