Fiquei ali por uns trinta minutos. Sentado no sofá de cimento no alto do bairro, perto da grade de ferro, de onde dá para ver a cidade inteira. As luzes lá embaixo piscavam como se nada tivesse acontecendo, como se o mundo fosse calmo.
Mas dentro de mim, era guerra.
O cigarro queimava devagar entre meus dedos. Um, depois outro. O vento batia leve, e o cheiro da rua se misturava com o da minha raiva. Eu não conseguia pensar direito. Apenas sentir.
Até que senti uma presença atrás de mim. Leve, m