Luna
Marco não me disse para onde íamos.
Disse apenas para separar roupas confortáveis, algo quente, um vestido que eu gostasse de usar sem pressa e um par de sapatos que aguentassem chão de pedra. Enquanto falava, abriu meu armário com a familiaridade de quem já tinha decorado meus gestos e começou a montar a bolsa como se aquilo fosse a coisa mais natural entre nós.
— Você confia em mim? — perguntou, dobrando um suéter com cuidado.
— Confio — respondi, encostada na porta, observando cada movi