Ela se ajeitou na poltrona e, antes de responder, apoiou o queixo nas mãos e suspirou, parecendo desanimada. Estava realmente bem alterada, não falava coisas coerentes. Quem olhava a advogada Isadora Molina atuando no tribunal, jamais diria que ela era tão fofa bêbada.
— Duas, existem duas de mim — respondeu, rindo — uma pobre e a outra rica.
Terminei minha sobremesa e apoiei as costas na poltrona, numa postura confortável. Já que estava divertido, resolvi entrar nas histórias dela.
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