Kael
A dor chegou sem aviso, cortando o peito com uma intensidade que me tirou o fôlego no meio do jantar, o garfo escapando dos dedos e batendo contra o prato com um som alto demais para o silêncio tenso que se instalou na sala.
— Kael! — Theo se levantou rápido, contornando a mesa, as mãos já me segurando pelos ombros enquanto eu me curvava, a respiração presa. — O que foi?
— O peito — consegui murmurar, a voz falhando sob o peso da dor. — Está... está apertando.
O Ancião, que jantava conosco