Eliz,
Foi o som de vozes distantes que me acordou antes do amanhecer.
Fiquei imóvel no catre por um longo momento, o coração acelerando antes mesmo que a mente terminasse de processar o que tinha ouvido — não o vento, não algum animal noturno, mas vozes humanas, baixas, carregando aquele tom cauteloso de quem se move com propósito.
— Aiden — sussurrei, mas ele já estava de pé, o corpo tenso junto à janela pequena, os olhos fixos na escuridão lá fora.
— Estão perto — murmurou, sem se virar. — Ma