capítulo 3

***CAPÍTULO 3***

CANSU SMITH NARRANDO

Segunda-feira 2 de abril de 2029.

Acordei sentindo algo mexendo na minha barriga, rapidamente fui até o espelho e baixei a calça do meu pijama, minha barriga está um pouco grande, talvez eu tenha ganhado peso e não percebi gorduras no meu corpo.

- Cansu?

Elsa disse se aproximando um pouco sonolenta, ela olhou para minha barriga e ficou surpresa.

- Você...

- Acho que engordei nos últimos meses.

Eu reclamei, ultimamente tenho estado ocupada com a faculdade que mal tenho tido tempo para mim. De um lado estão meus pais que me controlam de cima a baixo e do outro lado a faculdade que suga as energias de qualquer um.

- Cansu, sua barriga está se mexendo.

O quê? Eu olhei atentamente e sim, tem algo dentro.

- Vamos ao hospital.

Eu falei rápido.

- Talvez seja câncer.

Digo assustada.

- Se for gravidez?

Freei meus pés ao ouvir o que ela falou.

- Gravidez? Impossível.

Eu sorrio, a única vez que fiz sexo foi em janeiro e agora estamos em abril, como isso é possível? Eu não percebi nenhum sinal de gravidez.

- Estamos tão ocupados com a faculdade que é era impossível prestar atenção em ti.

Elsa falou.

- Eu não estou grávida.

Eu não quero pensar nisso.

- Vou comprar um teste de gravidez.

Balancei a cabeça, eu sentei na minha cama e tentei manter a calma, impossível, impossível eu estar grávida na primeira transa, é impossível. Espero que seja mentira, alarme falso, alarme falso, não.

Fiquei em pé. Eu sou uma idiota, o que eu vou dizer aos meus pais? Que desrespeito, eles não irão me perdoar nunca.

- Aqui.

Elsa falou entrando no quarto, nós corremos para banheiro e segui as instruções, o segundo traço apareceu mais rápido que uma bala perdida e minha vida desmoronou.

- Grávida.

Eu murmurei olhando em choque para o teste.

- Amiga

- Eu vou tirar.

Eu falei rápido.

- Meus pais não podem descobrir, eu não vou suportar ser desprezada.

- Eu conheço um hospital, é gratuito, fácil e rápido.

Balancei a cabeça concordando. Eu vou tirar, Elsa me abraçou forte e acariciou meus cabelos, nós ficamos assim por um longo tempo até que recuperei as forças. Levei duas semanas para criar coragem para ir ao hospital abrir uma ficha para aborto, passei por avaliação médica em seguida eles me deram alguns dias para pensar e confirmar se isso é o que quero. Não tinha escolha, minha barriga estava crescendo, aos poucos todo mundo ia saber que estou grávida, e neste verão era inevitável ficar de camisolas de frio.

- Estou com você.

Elsa falou e eu balancei a cabeça, nós entramos na sala onde tudo ia acontecer, Elsa pegou minha mão.

- Você ainda pode mudar de ideia.

A médica falou colocando luvas e eu comecei a chorar.

- Eu não tenho escolha, todo mundo irá rir de mim.

- Você sempre tem uma escolha.

Eu balancei a cabeça negativamente.

- Você não conhece meus pais.

Eu murmurei em lágrimas.

- Eu tenho a faculdade...

- Você pode ser mãe enquanto estuda, muitas mulheres fazem isso.

- Você não entende.

Eu falei.

- O preconceito é seu, não dos outros, você tem 22 anos, uma mulher capaz de sustentar seu filho, estudar, trabalhar, ser independente.

- Não, só faça.

Ela passou gel na minha barriga e colocou um aparelho na minha barriga, o som dos batimentos frenéticos do meu bebê encheram a sala e eu fiquei em coque com o tamanho do meu bebê.

- Você está no seu 4 mês de gestação, olha como ela quer viver.

Ela?

- É uma menina?

Eu limpei as lágrimas.

- Sim, olha, ela é saudável.

Sua imagem apareceu na tela e eu sorrio, ela mexeu dando-me um susto.

- Você quer tirar?

Eu olhei para Elsa que estava em lágrimas vendo a imagem da minha filha.

- Ela é tão grande.

Elsa riu murmurando.

- Sim, ela é.

Eu falei.

- Você precisa de um tempo para pensar?

A médica perguntou e eu balancei a cabeça, não, eu não preciso de tempo.

- Eu vou ficar com ela.

Eu sorrio.

- Eu vou mimá-la muito.

Elsa falou empolgada e eu rio, Elsa pegou minha mão apertando-a.

- Inicie o pré natal quando estiver pronta.

A médica disse e eu balancei a cabeça, voltamos para o dormitório e eu deitei na cama.

- Eu vou contatar meus contatos procurando um trabalho para você.

Eu balancei a cabeça concordando, eu tenho um filho para cuidar.

- Também vou trabalhar para ajudar nas despesas, pelo menos até terminarmos a faculdade.

- Não, será muito duro para você.

- Você é minha amiga, não vou permitir que passe necessidades, se a chefe dos dormitórios descobrir que você está grávida, irá mandá-lo arrendar uma casa para não influenciar outras mulheres.

Eu tinha me esquecido que não posso ficar aqui, eu preciso procurar o pai desta criança, não posso me dar ao luxo de dormir na rua grávida.

- Consegue o endereço de Carlos?

Eu falei decidida.

- Consigo.

Elsa sorrio, descansei a tarde toda e depois da faculdade eu comecei a procurar trabalho, precisava de um que facilitasse minha vida e que não se importassem das minhas limitações.

- Elsa, voltei, estou tão cansada.

Murmurei entrando no quarto.

- Conseguiu algo?

Ela questionou empolgada.

- Sim, irei trabalhar como ajudante de cozinha, o salário não é alto, mas está bom por enquanto.

- Legal, eu também consegui algo, vou trabalhar em meio período numa empresa de comunicação, salário não é grande coisa por não ser formada.

Sorrio.

- Está tudo bem. Você não precisa disso, eu vou cuidar de mim.

Eu falei calmamente, nossas famílias são de classe media, em casa nunca faltou nada na mesa.

- Não se preocupe, somos amigas.

Eu assenti. Final de semana chegou e nós tivemos que voltar para casa, ao chegar, encontrei meus pais conversando com algumas pessoas na sala.

- Filha, você chegou.

Ela falou feliz.

- Olha, estes são meus patrões, e eles vieram te pedir em casamento.

Casamento? Que maluquice é essa?

- Mãe, estou com dores de cabeça para piadas fora de hora.

Eu falei sem paciência.

- Estou falando sério, seu pai foi promovido, ele será um grande executivo e as condições da nossa família irá melhorar, você só precisa se sacrificar um pouco, você é virgem, uma mulher pura é sempre virtuosa para os negócios.

Eu parei em choque enquanto processava suas palavras.

- Você está me vendendo?

- Nós somos seus pais, e você está na idade de casa, nada melhor com alguém interessante.

Eu rio incrédula.

- Estou com dores de cabeça, eu vou dormir na casa de Elsa.

Eu falei dando as costas e indo para casa em frente.

- Cansu?

Elsa perguntou estranhando minha presença.

- Você encontrou o endereço? Meus pais querem me vender para seus patrões.

- Que história é essa?

- Eu preciso ir.

- Está tarde e você não sabe como ele reagirá.

- Não tenho opção, se meus pais descobrirem que estou grávida...

Elsa suspirou,

- Eu te deixo no condomínio.

Eu balancei a cabeça concordando, ela pegou as chaves do carro do pai e saiu dirigindo em direção a cidade, seguindo o localizador, ela parou em frente ao conjunto de prédios.

- Eu volto amanhã para você me explicar o que está acontecendo.

Balancei a cabeça, desço do carro e vou até o porteiro, ele deu muitas voltas para me autorizar a entrar, eu fiquei ali parada até quase meia noite quando ele abriu as portas para entrar, seguindo suas informações, parei em frente a uma porta e toquei a campainha, não demorou muito para eu me dar de cara com o homem daquela noite, sua aparência continua quente e irresistível.

- Porta errada.

Ele disse rapidamente e fechou a porta na minha cara. Arrogante.

- Carlos ADOMO?

Eu gritei e ele abriu a porta surpreso.

- Você não se lembra de mim?

Eu perguntei suavemente

- Eu deveria?

Eu fiquei em choque.

- Nós, você e eu.

Eu tentei falar.

- Nós nos fodemos, foi bom e acabou, não há nada de especial nisso.

Nada de especial? Era minha primeira vez, e ele diz que não foi especial?

- Nada de especial? E essa barriga?

Eu gritei, que canalha ele é.

- Eu sempre uso camisinha.

Engraçado, se ele usasse eu não estaria grávida.

- Eu estou grávida.

Afirmei.

- Não é meu filho, vá embora.

Ele disse em desgosto em seguida fechou a porta na minha cara.

- Carlos ADOMO, se você não me acolher irei até a imprensa e gritar para o quatro ventos que você rejeitou sua própria filha.

Eu gritei para todos os vizinhos ouvirem, Carlos abriu a porta e pegou minha mão me puxando para seu apartamento.

- Não se atreva.

Ele me ameaçou.

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