A mão de Rafael continuava na minha cintura.
Não era um toque forte. Não doía, não prendia de verdade, mas me deixava presa do mesmo jeito. Talvez porque todo mundo estivesse olhando. Talvez porque César tinha acabado de beijar minha mão como se eu fosse personagem de novela antiga. Ou talvez porque Rafael Montenegro, o meu marido falso, tinha reagido rápido demais para ser só encenação.
— Que hábitos? — perguntei, olhando para César.
Ele sorriu, bonito demais, leve demais. O tipo de homem que