Luan Silva Rocha
Olhei para a tia de Bruna, mantendo as mãos abertas à frente do corpo num gesto de controle, e pedi com a voz mais calma e pausada que consegui reunir:
— Calma, senhora. Fique tranquila. Ninguém aqui vai encostar um dedo no seu marido.
A mulher tremia inteira, com os olhos arregalados divididos entre a postura intimidadora de Patrick e a fúria cega de Miguel.
— Por favor, soltem ele! — pediu ela, com a voz embargada pelo choro. — Soltem o meu marido, pelo amor de Deus!
Pa