A encarei, sentindo meu sangue ferver. Bruna me olhava com aqueles olhos azuis, brilhando na penumbra do corredor, com uma expressão que faria qualquer um acreditar que ela era a criatura mais inocente do mundo. Mas eu a conhecia. Sabia que, por trás daquela carinha de anjo e da voz mansa, existia uma mulher que sabia exatamente como me desestruturar.
— Você me deixa louco, coelhinha — sussurei, a voz saindo mais grossa do que eu pretendia.
— Por que você está me olhando desse jeito, Patrick?