Quando entrei em casa, meu pai estava na sala, lendo o que parecia uma carta. Assim que me viu, tentou esconder sob o corpo. Me aproximei, dei um beijo na testa dele e perguntei:
— Está tudo bem?
— Sim. E... você está bem? Demorou na entrevista.
Sentei no sofá:
— Foi... tensa. — confessei — mas não desisti. Ainda.
— Vai dar tudo certo, filha.
Olhei para o lado da cadeira, onde alguns centímetros do papel que ele escondeu de mim havia ficado de fora.
— O que é isso, pai?
— Nada! — remexe