A chuva começou no exato momento em que eu atravessei o portão da mansão.
Claro que começou.
Porque o universo tem um senso de timing que beira o sarcástico.
Eu parei por um segundo na calçada, ajustando a bolsa no ombro, sentindo as primeiras gotas pesadas baterem no rosto. Em menos de dez segundos, já não era mais uma garoa educada — era chuva de verdade, insistente, daquelas que parecem determinadas a provar um ponto.
— Ótimo — murmurei.
Perfeito cenário para alguém que tinha acabado de