Demétrio
A água quente batia nos meus ombros, mas não conseguia relaxar a tensão que estava acumulada em cada músculo do meu corpo. Eu estava ali, esfregando o peito com força, tentando tirar os restos de tinta azul e amarela que insistiam em grudar na minha pele, mas a minha cabeça estava a quilômetros de distância. Mais especificamente, a minha cabeça estava no chão do meu carro, a poucos centímetros do rosto da Francine.
Eu fechava os olhos e, mesmo com o barulho do chuveiro, eu ainda conse