Lucy
O Raul continuava me encarando com aquele olhar de quem sabia demais. O copo de whisky dele estava quase vazio, e o silêncio do bar era quebrado apenas pelo som de um grilo em algum canto do teto. Eu precisava saber se ele era só um cara querendo se aparecer ou se realmente tinha como ler a minha mente. Se eu ia confiar a minha vida a ele para voltar para casa, eu precisava testar esse tal "superpoder".
— Tudo bem, Raul. Vamos fazer um jogo — eu disse, cruzando os braços e tentando parecer