No hospital o tempo não era medido por seus relógios, mas pelo ritmo mecânico e frio do ventilador pulmonar, no hospital onde Safira estava tinha suas paredes descascadas e luzes que piscavam, era agora o único mundo dela. Ela estava pálida, quase translúcida, como uma boneca de porcelana que alguém tentou colar as peças mas cujas rachaduras eram profundas demais.
A mãe dela estava sentada no corredor, com as mãos entrelaçadas em uma oração sem fim, quando o médico se aproximou. Ele não tinha