Enrico
A luz da manhã se infiltrava pelas enormes janelas do escritório, lançando sombras longas sobre os móveis de madeira escura. Enrico estava de pé, mãos nos bolsos, encarando a paisagem lá fora com os olhos semicerrados. A cidade estava calma àquela hora, mas ele sabia que o mesmo não se podia dizer das forças que se moviam nas sombras.
Um leve toque na porta o tirou dos pensamentos. Ele se virou, os olhos firmes e atentos.
— Entre.
Marco surgiu, passos silenciosos e expressão séria.
— Rec