O eco da porta batida por Enzo Conti ainda vibrava no ar, mas o silêncio que se seguiu na sala do Joá era muito mais perigoso. Lorenzo não me soltou. Pelo contrário, seus dedos se cravaram com mais força nos meus pulsos, prendendo-os contra o peito dele, onde eu podia sentir o ritmo galopante de um coração que não conhecia a paz.
O ódio que eu sentia por ele ter trazido aquele abutre para a nossa mesa estava lutando contra uma atração visceral, sombria, que parecia se alimentar do caos. Lorenzo