Meu pai se senta, cruza as mãos, me olha com aquele semblante sereno, e de repente, tudo o que eu tentei varrer da cabeça começa a sair em palavras.
— Então... — comecei, ajeitando a manga da camisa. — É sobre a Alana.
Ele riu.
— Isso promete.
Demorei alguns segundos, buscando as palavras.
— Tenho pensado nela demais. Mais do que deveria.
Ele não reagiu, só manteve o olhar fixo, firme.
— Pensado como?
— Não sei... É estranho. Eu fico tranquilo quando ela está por perto. E, quando não está, fi