Meus defeitos às vezes se sobrepunham às minhas qualidades. E isso me dava medo. Não era algo de criação, mas sim genético.
— Tenho pena de você — lhe disse em tom suave, como uma garota inocente. — Patético. Um homem deprimente que vive em festas e em bordéis, tentando de alguma forma esquecer a própria vida vazia sem sentido. Uma vida sem importância. Um nada.
Minha voz tinha uma nota falsamente piedosa, compadecida.
Me debrucei sobre a mesa para lhe chamar com o meu dedo indicador. Ele