— Vou descobrir isso quando morrer — meu tom saiu amargo, mas meus sentimentos me dilaceravam por dentro. Rafael havia me atingido em meu ponto mais fraco. Uma ferida antiga que nunca se fechava. A minha eterna culpa.
— Sua mãe morreu? — ele me perguntou depois de um bom tempo de silêncio pesado, parecendo, por um segundo, sentir verdadeira pena de mim.
— No meu parto — foi tudo que lhe disse, desviando meu olhar do dele, olhando para o meu copo, sentindo uma dor antiga me tomar com mais intens