O silêncio daquela noite era diferente. Não pesado como nos dias anteriores, mas carregado de expectativa. Charllot estava sentada na cama, abraçando as pernas, observando a pequena mala aberta à sua frente. Dentro dela, poucas roupas e muitos medos.
A carta dos avós repousava sobre o criado-mudo como se tivesse peso próprio. Cada palavra escrita ali parecia chamar seu nome, exigir uma resposta. Durante anos, acreditara que estava sozinha no mundo. Agora descobria que não.
Sharon apareceu à por