CLAIRE
O homem que nos recebeu na loja tinha uma presença intimidadora. Ele usava um terno perfeitamente alinhado, mas seu olhar carregava algo sombrio. Sua frase — "Lucas, quanto tempo" — ficou reverberando no ar como um alerta.
Lucas manteve-se calado, mas vi o músculo em sua mandíbula se contrair. Ele não tinha memória de quem era aquele homem, mas, claramente, algo dentro dele reagiu. Eu toquei levemente seu braço, um gesto quase imperceptível, mas suficiente para lembrá-lo de que estava al