CLAIRE
Ao longo das semanas seguintes, o hospital tornou-se quase uma extensão do nosso lar. As visitas a Lucas eram frequentes, e Gabriel fazia questão de acompanhá-las sempre que podia. Ele acreditava, com a fé inabalável de uma criança, que seu pai recuperaria a memória. Para ele, bastava amor e tempo.
Para mim, era mais complicado. Cada visita era uma mistura de esperança e desilusão. Por vezes, Lucas parecia mais próximo, quase ele mesmo. Em outras, era como um estranho, alguém que olhava