POV: Tainá
A escuridão da sala do cofre não veio vazia.
Veio com o cheiro de metal queimado, plástico derretido e medo antigo. O tiro de Dário acertara o painel, matara a luz e transformara o subsolo da doca seca em um lugar feito de respiração, passos e escolhas rápidas demais para caberem no corpo.
Tainá caiu atrás da mesa com o ombro batendo na quina. A dor subiu pelo braço, mas não apagou a imagem da maleta sobre o tampo. A lista original estava ali. Tinha que estar. Carla quase morrera por