POV — FRIDA
Na noite seguinte, senti vontade de desenhar, mas logo a alegria deu lugar à tristeza: lembrei‑me de que meu caderno ainda estava lá, na cabana — e com ele, Relâmpago.
Como estaria o meu gatinho?
Teria que falar com Boris, talvez até implorar, para que voltássemos na cabana. Com esse pensamento em mente, saí do quarto. Já erguia a mão para bater à porta do escritório quando um som me deteve. Era algo belíssimo — uma melodia de cordas que soava baixa e suave, como se guardasse