Atendi com a voz arrastada, ainda bocejando:
— Alô...?
— Põe um agasalho. Me encontra aqui embaixo. — a voz dele veio firme, baixa.
— Hã? — franzi o cenho, sentando devagar.
— Tô te esperando. Lá fora. — respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Me levantei num impulso, andando até a janela. A luz da varanda cortava a escuridão da rua. Ele estava ali. Escorado no carro, mãos nos bolsos, duas lanternas no chão.
— Você tá maluco? É madrugada, querido. — resmunguei, ainda sonolenta.
—