CAPÍTULO CENTO E VINTE E NOVE — MEMÓRIAS PERDIDAS.
VICTOR BALTIMOR.
Voltei a abrir os olhos lentamente, sentindo o peso do próprio corpo contra o colchão do hospital. Não era a primeira vez que acordava naquele quarto estéril. Eu já sabia onde estava, já sabia que tinha sofrido um acidente e que haviam me operado. Ainda assim, despertar não era fácil.
Meu corpo parecia feito de pedra. Respirei fundo e imediatamente me arrependi. Uma dor aguda atravessou meu tórax, como se alguém tivesse enfiado uma lâmina entre minhas costelas.
— Droga… — murmu